
Quem visita as Caldas durante o dia, em especial durante a semana, constata a permanente agitação de pessoas para aqui e para ali, quer seja a tratar de burocracias, quer a trabalhar, quer no seu dia-a-dia. Mas durante a noite o processo inverte-se e as Caldas transformam-se numa aldeia da planície alentejana onde não se passa nada. Um verdadeiro paraíso para quem quer descansar, mas como tudo na vida há tempo para tudo e acredito que as pessoas que vivem numa cidade precisam, até uma certa hora da noite de cafés abertos para beber o seu tão típico cafézinho.
Habitualmente após o jantar faço uma maratona pela cidade, não apenas pelo lado saudável, mas porque gosto de perceber e viver a cidade e facilmente se constata que o número de cafés abertos na cidade, em especial na freguesia de Nossa Sra. do Pópulo cabem numa mão cheia. Tirando os que estão situados na antiga Praça do Peixe e 3 ou 4 na Avenida, tudo o resta descansa na paz da escuridão.
Por um lado não se compreende como é que em tempo de crise, os comerciantes podem dar-se ao luxo de não abrir os cafés, por outro as poucas alternativas existentes. E isso entristece uma cidade que se quer activa e dinamizada.
Prezo o descanso, mas por favor, tanto tédio é demais. Porque em qualquer aldeia da periferia há cafés abertos até tarde e quem visita as Caldas durante o dia, nem imagina o que aqui se passa quando o sol se esconde...